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7 de novembro de 2014

Pesquisador americano se oferece para auditar segurança da urna eletrônica brasileira

Considerado autoridade mundial em segurança da votação eletrônica, o pesquisador J. Alex Halderman esteve no Brasil participando do XIV Simpósio Brasileiro em Segurança da Informação e de Sistemas Computacionais (SBSeg)[1].

Realizado de 03 a 06 de novembro, o simpósio coincidiu com o período em que o país aguardava a resposta do TSE ao pedido de auditoria do processo de votação[2], requerido pelo PSDB.

Organizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC)[3], o evento reúne pesquisadores e profissionais da área de segurança computacional. Nesta edição, o simpósio contou, pela primeira vez, com um Workshop em Tecnologia Eleitoral[4], onde foram discutidas as oportunidades e perigos abertos pelo uso de computadores no processo de votação.

Halderman, que é professor da Universidade de Michigan[5], esteve presente para apresentar sua experiência analisando sistemas de votação de diversos países.

Em entrevista exclusiva, o pesquisador fala de como suas pesquisas contribuíram para que governos substituíssem seus sistemas de votação por tecnologias mais seguras e se mostrou interessado em analisar a urna eletrônica brasileira. Confira abaixo.

Como o seu trabalho acadêmico o levou à pesquisas sobre tecnologia eleitoral?

Eu sou professor de ciência da computação e engenharia na Universidade de Michigan, onde ensino e pesquiso segurança computacional e privacidade. Nos últimos 10 anos, uma das minhas especializações tem sido segurança na votação eletrônica. Como o voto é uma das funções centrais da democracia, eu me interesso profundamente em garantir que seja o mais seguro possível.

Que tipo de pesquisa você tem feito nessa área? Que resultados tem alcançado?

Eu estudei a segurança de sistemas de voto eletrônico usados em países ao redor do mundo, incluindo nos Estados Unidos, na Europa e na Índia.

Em 2007, ajudei a liderar a primeira auditoria pública de segurança[6] em voto eletrônico sancionada por um estado americano, que resultou em grandes mudanças na tecnologia eleitoral usada na Califórnia[7].

Em 2010, participei da primeira análise de segurança das urnas eletrônicas da Índia. O estudo[8] foi recentemente citado pela Suprema Corte indiana em uma decisão[9]que concedeu aos cidadãos o direito à trilha de auditoria em papel conferida pelo eleitor [VVPAT--voter-verified paper audit trail[10]].

Eu também estudei sistemas de votação via Internet, incluindo um sistema criado pela cidade de Washington, D.C. O governo realizou um teste público do sistema e convidou qualquer pessoa no mundo a tentar invadi-lo durante uma eleição simulada. Meus alunos e eu tentamos e, em 48 horas, ganhamos controle completo dos servidores e mudamos todos os votos[11]. Por causa disso, a cidade acabou não usando em uma eleição real este sistema perigosamente inseguro[12].

Como especialista em segurança computacional, como você vê as revelações de Edward Snowden de que o governo americano está praticando vigilância em escala global, inclusive no Brasil?

Vejo a vigilância em massa como uma das maiores ameaças à privacidade e à liberdade no mundo moderno. Os Estados Unidos precisam de uma grande reforma para garantir que agências de inteligência sejam responsabilizadas. Mas mudanças em política pública não são suficientes--precisamos de proteções técnicas também. Eu e muitos outros pesquisadores em segurança estamos trabalhando duro para tornar a criptografia mais forte e mais amplamente disponível para ajudar usuários de Internet a se manterem seguros.

Que tipo de impacto essas revelações tiveram no seu trabalho em tecnologia eleitoral?

Além da vigilância, outro desenvolvimento recente informado pelas revelações do Snowden é o quanto ciberataques estatais têm se tornado uma realidade cotidiana. Muitos países ao redor do mundo, incluindo os Estados Unidos, China e Rússia, têm programas de guerra cibernética bem desenvolvidos, e hoje em dia lemos nos jornais sobre ataques cibernéticos lançados por governos quase toda semana.

Do ponto de vista eleitoral, esses ataques são uma enorme nova ameaça. Sistemas de votação computacionais precisam ser seguros não apenas contra tradicionais políticos corruptos e criminosos online, mas também contra ciberataques provenientes de potências estrangeiras que queiram interferir na política de um país.

Em um estudo recente focado no sistema de votação via Internet usado na Estônia, eu mostrei como um estado estrangeiro poderia realisticamente invadir o sistema e mudar os resultados de uma eleição[13]. Como atacantes com financiamento estatal têm capacidades técnicas poderosas, é extremamente difícil defender-se contra eles em um sistema de votação eletrônica.

O que você sabe sobre a tecnologia de votação usada no Brasil? Você já lidou com sistemas similares antes?

Tenho acompanhado de perto o sistema brasileiro há vários anos. Fiquei impressionado com o trabalho de Diego Aranha durante os testes conduzidos em 2012[14], apresentado na a principal conferência internacional de pesquisa acadêmica em segurança da votação eletrônica, EVT/WOTE [Workshop de Tecnologia de Votação Eletrônica/Workshop de Eleições Confiáveis, do inglês Electronic Voting Technology Workshop/Workshop on Trustworthy Elections][15]. Esses testes foram conduzidos sob circunstâncias extremamente restritas, então é fantástico que ele tenha conseguido descobrir algo. E os problemas que ele encontrou--falhas que enfraquecem a integridade de resultados de eleições e poderiam comprometer a privacidade do voto de todos--são profundamente perturbadoras. Elas sugerem que há muitos problemas que ainda precisam ser descobertos.

Cientistas da computação tiveram mais tempo para estudar sistemas de votação similares usados nos EUA e na Europa, e em todos eles, sem exceção [ênfase do entrevistado], os pesquisadores encontraram vulnerabilidades graves que poderiam comprometer a privacidade do eleitor e permitir que atacantes alterassem os votos. Nos Estados Unidos, eu mesmo demonstrei um vírus de urna eletrônica que poderia infectar uma urna e silenciosamente se disseminar para outras, comprometendo os resultados das eleições de um estado inteiro[16].

Assumindo que as falhas encontradas pelo Prof. Aranha tenham sido consertadas, será que o sistema brasileiro tem outros problemas similares? Não saberemos com certeza até que haja uma investigação pública e rigorosa. Em todos os países onde trabalhei, autoridades eleitorais e fornecedores de tecnologia de votação prometeram que seus sistemas eram perfeitamente seguros, até terem o exato oposto demonstrado por cientistas.

Que critérios podemos usar para determinar se um sistema eleitoral é realmente transparente e seguro?

Segurança tem que começar com o projeto fundamental do sistema. Como é muito difícil garantir que computadores sejam totalmente seguros e sem falhas, um sistema de votação bem projetado deve ter um jeito de detectar qualquer tipo de erro ou fraude computacional.

Um jeito de conseguir isso é tendo um rastro em papel--um registro impresso de cada voto que o eleitor pode conferir, e que é depositado em uma urna física. Assim, podemos auditar as urnas físicas para garantir que os resultados batem com os registros digitais, e isso nos dá um mecanismo para verificar que os computadores são honestos e corretos.

Este é um teste para ver se um sistema de votação é transparente: ele requer que o público aceite cegamente as alegações de representantes do governo, ou ele provê alguma forma de o público verificar que o sistema é seguro e livre de erros? Pessoalmente, eu acredito que autoridades eleitorais são honestas, mas eleitores céticos não deveriam ser forçados a confiar nos representantes para crer que o resultado das eleições é correto.

Agentes eleitorais têm um trabalho extremamente difícil. Há tantas coisas que podem dar errado com um sistema moderno high-tech de votação, de hacking intencional a erros acidentais de computador. Projeto e auditoria de segurança apropriados do sistema de votação podem tornar esse trabalho muito mais fácil ao garantir que há defesas fortes que podem detectar e se recuperar de tais problemas.

Recentemente, um partido político no Brasil pediu para auditar o sistema de votação. Você foi contactado? Estaria disposto a auditar o sistema de votação brasileiro?

Se convidado, eu ficaria feliz em contribuir com uma auditoria de segurança do sistema brasileiro, desde que os resultados sejam disponibilizados ao público do país. Eleitores, não importa onde, merecem saber como seus votos são contados e se o processo é confiável.

Referências

[1]: SBSEG 2014 - XIV Simpósio Brasileiro em Segurança da Informação e de Sistemas Computacionais

[2]: Versão original do pedido de auditoria do processo eleitoral enviado ao TSE em 30/10/2014

[3]: Sociedade Brasileira de Computação - SBC

[4]: SBSEG 2014 - XIV Simpósio Brasileiro em Segurança da Informação e de Sistemas Computacionais | Programação

[5]: J. Alex Halderman | University of Michigan

[6]: Source Code Review of the Diebold Voting System

[7]: The Fallout From California's Ban on Electronic Voting Machines

[8]: India's EVMs are Vulnerable to Fraud

[9]: India: At last, Electronic Voting Machines will have a paper trail | Jagran Post

[10]: Independência do Software em Sistemas Eleitorais

[11]: Attacking the Washington, D.C. Internet Voting System

[12]: Hacker infiltration ends D.C. online voting trial

[13]: Security Analysis of the Estonian Internet Voting System

[14]: Vulnerabilidades no software da urna eletrônica brasileira

[15]: EVT/WOTE '14 | USENIX

[16]: Security Analysis of the Diebold Accuvote-TS Voting Machine

Fonte: Brasil Post

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18 de setembro de 2014

TSE admite que urna não é totalmente segura

A cada eleição, a confiabilidade da urna eletrônica usada no país é colocada em xeque. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) admite que os mecanismos para evitar sabotagens na urna eletrônica "nem sempre 'garantidamente' impedem uma fraude", mas defende que o sistema é aperfeiçoado à medida que é exposto a riscos e vulnerabilidades. Especialistas consultados pelo UOL afirmam que o sistema eletrônico de votação utilizado no país não é totalmente confiável e não permite auditoria.

"O que a Justiça Eleitoral tem buscado fazer é tornar eventuais fraudes impingidas ao processo eleitoral inviáveis, impondo, ao eventual atacante, uma sucessão muito numerosa de barreiras, tornando o esforço de se atacar muito superior ao eventual benefício da fraude. Tais barreiras nem sempre 'garantidamente' impedem uma fraude, porém são concebidas de tal forma que o invasor ou atacante, em sua tentativa, com grande margem de certeza, deixe suas marcas, permitindo posterior identificação do autor, sua localização e o instante da ação do ataque", afirma Giuseppe Janino, secretário de Tecnologia de Informação do TSE, em entrevista por e-mail.

O funcionário do TSE também reconhece que "é incorreto afirmar categoricamente que um sistema seja totalmente seguro" e "igualmente incorreto afirmar que ele seja totalmente inseguro". Segundo Janino, o sistema eleitoral é dinâmico e é aprimorado quando exposto a riscos.

O TSE realizou testes públicos para analisar a confiabilidade da urna eletrônica apenas duas vezes, em 1999 e 2012. Uma equipe da UnB (Universidade de Brasília) descobriu uma lacuna no sistema de segurança no último exame. Embora a tecnologia evolua com o tempo, o tribunal não permitiu novos testes públicos e não respondeu ao UOL por que não promoveu novas provas.

Segurança da urna eletrônica

  • Pesquisadores da UnB identificam vulnerabilidade no equipamento

    Os votos são armazenados em urna eletrônica e embaralhados de forma aleatória. Durante o teste os pesquisadores conseguiram colocar em ordem os votos registrados na urna. Se os votos podem ser reordenados, é possível identificar quem votou em determinado candidato considerando os horários que os eleitores votaram em determinada seção eleitoral. A lacuna na segurança compromete o sigilo do voto.

Fonte: UnB (Universidade de Brasília)

"É importante também deixar claro que há um compromisso entre segurança e custo. Como exemplo, se me desloco de carro da minha casa para o trabalho e ganho um salário de R$ 1.000 por mês, não faria sentido eu gastar mais de R$ 1.000 por mês para, por exemplo, comprar um carro blindado ou contratar uma escolta. Em suma, as barreiras devem ser implantadas de acordo com riscos e vulnerabilidades reais e não baseado em suposições infundadas", completou Janino.

Questionado sobre o histórico de suspeitas de fraude, o TSE reconheceu que algumas ocorrências foram identificadas. "Há alguns casos de suspeição de fraudes, invariavelmente levantadas por candidatos derrotados no pleito. Todas as denúncias formalizadas foram devidamente apuradas e consideradas improcedentes pelas instituições competentes que realizam as perícias", respondeu Janino sobre casos suspeitos.

O tribunal, no entanto, não respondeu quantos casos são suspeitos e de que forma se procedeu a investigação que julgou os casos improcedentes.
Ainda sobre os mecanismos de segurança, o TSE afirma o sistema pode ser fiscalizado por agentes do Ministério Público ou por partidos. "A versão oficial dos softwares de cada eleição é assinada digitalmente, inclusive o software das urnas eletrônicas, que dispõem de vários mecanismos de verificação", disse Janino.

O UOL perguntou a um especialista em segurança digital sobre quais garantias de confiança uma assinatura digital traria ao processo eleitoral. Para o engenheiro Amilcar Brunazo Filho, supervisor do Fórum do Voto Eletrônico, a técnica não impossibilita ataques de pessoas.

"O Bruce Schneier, um dos cinco mais conhecidos e premiados criptógrafos e autor dos livros mais vendidos sobre segurança em TI, em seu livro 'Segurança.com' disse uma frase significativa: 'Se você acredita que a tecnologia pode resolver seus problemas de segurança, então você não conhece os problemas e nem a tecnologia.' Ele escreveu isso para explicar que concluiu que segurança de sistemas tem a ver com as pessoas que operam o sistema e não com as tecnologias adotadas", defendeu Brunazo Filho.

O engenheiro também cita o Ph.D. Ronald Rivest, que segundo ele, é outro entre os cinco principais criptógrafos no mundo. "Ele  é o inventor da técnica de assinatura digital RSA que o TSE usa, e nega que sua técnica de assinatura digital seja suficiente para garantir, por si só, a integridade do software embarcado em sistemas eleitorais", disse Brunazo.

 

Fonte: UOL

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MPF irá investigar empresa de aliado de Sarney para gestão de urnas

mp

O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) instaurou procedimento para investigar o processo licitatório realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral no Maranhão (TRE/MA) para gestão das urnas eletrônicas nas eleições de 2014, que teve como vencedor a empresa Atlântica Serviços Gerais Ltda.

No intuito de esclarecer os fatos e apurar as denúncias noticiadas na imprensa, o procurador da República José Raimundo Leite Filho informou ao TRE/MA que instaurou o procedimento e pediu cópia integral do processo licitatório e do contrato administrativo que atribuiu à empresa Atlântica a gestão das urnas eletrônicas no Maranhão. E, ainda, notificou a empresa para que, no prazo de dez dias, se manifeste sobre a denúncia.

A empresa já recebeu mais de R$ 50 milhões do governo Roseana Sarney no atual mandato e seu dono tem vínculos com o marido da governadora, Jorge Murad.

Vencedora de uma licitação promovida pelo TRE-MA (Tribunal Regional Eleitoral), a Atlântica Serviços Gerais, de propriedade de Luiz Carlos Cantanhede Fernandes (empresário que tem ligações estreitas com membros do clã Sarney) foi contratada em 28 de agosto por R$ 2.999.499 para cuidar de uma série de serviços com as urnas no dia da eleição.

Luiz Carlos é também ex-sócio e amigo de Edinho Lobão, como o próprio candidato a governador do clã Sarney admitiu durante debate na Fiema.

Outra empresa de Luiz Carlos Catanhede Fernandes, a Atlântica Segurança Técnica, foi contratada pelo governo de Roseana para controlar os presídios do Estado. Vale lembrar ainda que em 2002, quando a Polícia Federal apreendeu mais de 1 milhão de reais na sede da Lunus, empresa de Murad, o marido de Roseana atribuiu a Catanhede a posse de metade do dinheiro. À época, os amigos criaram um contrato de empréstimo, no valor de 650.000 reais, para a Pousada dos Lençóis. E escalaram o empresário para o papel de emprestador do dinheiro.

Blog do John Cutrim

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28 de junho de 2014

Eleições: Procuradoria de SP pede verificação de “falha grave” em urnas eletrônicas no Brasil

Uma falha em urnas eletrônicas usadas nas eleições no Brasil foi alvo de um procedimento por parte da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) de São Paulo. O documento, encaminhado ao procurador regional eleitoral, André Carvalho Ramos, pede que os problemas já verificados por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), em 2012, sejam verificados para as eleições deste ano.

Em 2012, o grupo de especialistas do Centro de Informática da UnB, coordenado peloprofessor Diego Aranha, do Departamento de Ciência da Computação, conseguiram passar pela segurança da urna eletrônica durante uma série de testes realizados. Os votos são armazenados na urna eletrônica e embaralhados aleatoriamente; porém, durante os testes, realizados atendendo a chamada pública do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os pesquisadores conseguiram colocar em ordem os 950 registros realizados.Com base nos resultados, foi possível detectar a fragilidade da proteção ao sigilo do voto e à integridade dos resultados. “Os partidos recebem o arquivo com a votação embaralhada, o que é feito pelo software instalado nas urnas eletrônicas. Com a reordenação dos votos, é possível, sabendo os horários que os eleitores foram a determinada seção eleitoral, descobrir em quem eles votaram, sendo certo que, para isso, basta que um dos fiscais anote tais horários”, explicou o professor.

O mesmo estudo apontou ainda a possibilidade de alterar a contagem dos votos, apesar de que tais vulnerabilidades não tenham sido testadas por limitações feitas pelo próprio TSE. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a área de Tecnologia da Informação do TSE deveria corrigir as falhas apresentadas pela equipe da UnB relativas à proteção ao sigilo do voto, mas isso não aconteceu.

Para as eleições deste ano, a preocupação existe em razão da ausência de novos testes públicos como os realizados há dois anos pela UnB, ficando o processo restrito a servidores do TSE.

Fonte: Site do Wilson Monteiro

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2 de dezembro de 2013

Falta de segurança leva Holanda a proibir o uso de urnas eletrônicas

Relembrando…

Reportagem publicada na revista PC Worl em 19 de maio de 2008.

País diz que não há garantia de segurança de uma urna e, além disso, também teme armazenar votos na memória de um computador.

O governo da Holanda proibiu o uso de urnas eletrônicas devido ao risco de fraudes. O país voltará a utilizar cédulas de papel, revelou o Ministro de Negócios Internos na sexta-feira (16/05).

“Pesquisas indicam que não há garantias da existência de uma urna segura, que não permita espionagem dos votos. Desenvolver novos equipamentos requer grande investimento - financeiramente e em termos de organização. A administração julga que a urna eletrônica oferece menos valor do que a votação em papel”, declarou o ministro.

O governo também sugeriu impressoras comuns como alternativas a máquinas que armazenam a contagem de votos em sua memória.

Um grupo de especialistas dispensou a opção da impressora, pois conclui que, mesmo com testes regulares em cada equipamento, não é garantido que todos os dispositivos estejam de acordo com os limites de emissão exigidos, o que mantém a possibilidade de espionagem à distância.

Os responsáveis pela eleição iniciarão dois testes. Em um deles, uma pessoa lerá o voto selecionado na cédula e outra contará o voto digitalizando um código de barras. O outro teste usará um dispositivo voltado à contagem.

Um grupo local que se intitula “Não confiamos em computadores de votação” publicou uma nota em seu site declarando vitória e citando sentenças anteriores contra urnas eletrônicas - nos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Irlanda e Itália.

Opiniões Publicadas

"Na Holanda impera a segurança, no Brasil a festança. Como tudo sempre fica na boa e velha pizza, a questão sempre divulgada da falta de segurança destas máquinas, feita por e para políticos, devem mesmo á continuar com a festança de fraudes e erros que se somam também fora das urnas." José Carlos - 27 Mai 2008, 18h30

"No Brasil, a urna eletrônica é cantada como a oitava maravilha do mundo. Mas, quem têm um pouco de conhecimento de bits e bytes sabe que a única vantagem da urna eletrônica é a velocidade na contagem de votos. Já houve centenas de casos de fraudes nas eleições recentes no Brasil e num país com tantos hackers como o nosso, nunca se terá certeza de que nossos eleitos receberam realmente aqueles votos." Albertino - 20 Mai 2008, 02h44

Sobre o assunto, segue entrevista da Daniela Braun, editora executiva do IDG Now, para a Rádio CBN, dia 21 de maio de 2008.

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23 de outubro de 2013

Por que o voto impresso da urna eletrônica é importante?

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quintas-feiras.

Após um ano em compasso de espera, entrou na pauta da mais alta corte da Justiça do país o tema da impressão do voto na urna eletrônica. O Congresso Nacional aprovou o registro em papel da escolha digitada pelo eleitor, algo previsto a vigorar nas eleições do ano que vem. Mas o Ministério Público Federal viu a questão de forma diferente e ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4543, que resultou em uma decisão temporária pela suspensão do voto impresso. A ação entra agora nos temas a serem analisados pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que haja uma decisão final sobre o assunto.

A Câmara dos Deputados já se posicionou: além da aprovação do voto impresso, dois projetos que tentavam sua revogação foram derrubados e arquivados. Logo, os parlamentares mantiveram o entendimento de que a impressão é constitucional e necessária para as eleições. No Senado, um projeto com o mesmo intuito ainda tramita.

Os deputados estão corretos.

A impressão do voto, para aqueles que são contrários à proposta, é desnecessária. O registro em papel, dizem eles, não contribui para a segurança das eleições, além de criar custos com equipamento e papel, o que também prejudica o meio ambiente. O sigilo do voto também fica comprometido, uma vez que pessoas cegas podem ser obrigadas a solicitar auxílio para votar, o que permitirá que um terceiro veja em quem eles votaram.

Os argumentos relacionados a custos e problemas técnicos (“atolamento de papel” foi citado como justificativa em um dos projetos para revogar a medida) podem ser descartados sem dificuldade. As mesmas dificuldades e custos existem quando se realiza uma compra ou qualquer pagamento com cartões de crédito ou débito. Milhões de comprovantes são impressos diariamente para coisas muito menos importantes que defender a democracia plena.

Dito isso, qual a necessidade de imprimir o voto? O voto impresso não é como o cupom fiscal que levamos para casa após uma compra no mercado. O voto impresso fica na seção eleitoral e é depositado em uma urna, da mesma forma que ocorria quando o voto era feito totalmente em papel, devendo ter as mesmas garantias de sigilo.

O voto impresso cumpre a importante função de permitir que o leitor possa verificar, por si mesmo, qual foi o voto registrado pela urna eletrônica. Isso é importante porque sistemas eletrônicos não obedecem ao operador, e sim ao software instalado. Não faz diferença alguma o candidato escolhido pelo eleitor se a urna estiver programada para registrar o voto para outra pessoa.

Com o papel, o próprio eleitor lê o nome de seus candidatos, sabendo que, pelo menos ali, o voto foi registrado corretamente. Sem o papel, o voto é sigiloso até para o eleitor.

Existe um conjunto de regras populares na engenharia, conhecidas como “As Leis de Akin para a Criação de Espaçonaves”. A segunda lei é: “projetar uma espaçonave correta necessita de empenho infinito. É por isso que é mais fácil criá-las de modo a operarem mesmo que algumas coisas saiam erradas”. O mesmo vale para a urna: não se pode criar uma urna perfeita e inviolável, mas pode-se criar uma urna que nos permita perceber quando as coisas não funcionam como deveriam. E o voto impresso é essa garantia – e por isso tem sido adotado em outros países do mundo.

A mais recente decisão ocorreu este mês, na Índia, onde a Justiça obrigou a impressão do voto. Na Alemanha, urnas exclusivamente eletrônicas como a brasileira são proibidas por serem consideradas inadequadas. A Argentina também já adota um sistema com impressão.

E como ficam os cegos que não podem ver seus votos? Não é justo argumentar que, como algumas pessoas não poderão ver seus votos, que ninguém tem o direito de vê-lo, desconsiderando qualquer medida alternativa para que eles tenham esse direito. Sem a impressão do voto, cegos somos todos nós.

Foto: Erico Andrade/G1

Fonte: G1

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20 de outubro de 2013

Urna eletrônica tem falhas, afirmam especialistas em debate sobre voto impresso

CCT - Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e InformáticaA urna eletrônica tem falhas que permitem ataques e manipulações de dados, disseram nesta terça-feira (15) especialistas em segurança digital ouvidos  pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). Para eles, o voto impresso poderia aumentar a segurança das eleições.

O voto impresso a partir das eleições de 2014 foi estabelecido em mudança na lei eleitoral sancionada em 2009. A previsão está suspensa desde 2011 por decisão liminar – ou seja, provisória – do Supremo Tribunal Federal (STF), e um projeto em análise no Senado propõe que a impressão do comprovante pela urna eletrônica seja abolida de vez.

Especialistas ouvidos a pedido do relator da proposta, senador João Capiberibe (PSB-AP), apontaram falhas na urna eletrônica e defenderam o voto impresso como uma medida eficiente para combater fraudes.

Pedro de Rezende, professor de Matemática e Criptologia da Universidade de Brasília, explicou que a urna eletrônica foi um avanço, mas o Brasil parou na primeira geração, enquanto já existe a terceira, que permite auditoria de todos os votos contabilizados.

Já Amílcar Brunazo Filho, moderador do Fórum do Voto Seguro na Internet, negou que a introdução do voto impresso vá tornar as eleições mais demoradas.

- O voto impresso já vem sendo usado na Argentina, no México e na Venezuela, o Peru está testando, a Bélgica, os Estados Unidos, eles usam o voto escaneado, não impresso, mas é equivalente. E todos eles apresentam resultados rapidamente, não tem nada dessa história que vai demorar, que vai atrasar, que vai dar problema – afirmou Amílcar Filho.

Diego Aranha, também professor de Ciências da Computação da UnB, coordenou testes públicos do software de segurança do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E alertou para vulnerabilidades que ele considera “infantis” no sistema, as quais permitem até identificar em quem o eleitor votou.

- Se alguém consegue monitorar a ordem que os eleitores votam e ele é capaz de recuperar os votos em ordem após a eleição, apenas examinando informação que não é privilegiada, informação pública, ele consegue correlacionar exatamente quem votou em quem. Essa fraude do sigilo do voto obviamente permite, não é?, o retorno de uma versão digital do que a gente chama de voto de cabresto no Brasil – observou Diego Aranha.

O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que foi o autor do projeto quando era senador, compareceu à audiência e classificou os temores de violação das urnas como “paranoia”.

- Existe uma certa paranoia nessa questão da urna eletrônica. Esses mesmos problemas que são apontados, de criptografia, eles existem no Imposto de Renda eletrônico, que é feito pela internet. Quer dizer, o que nós temos que fazer é evoluir, sim. Mas evoluir na segurança, evoluir no tipo de criptografia – afirmou Eduardo Azeredo.

O senador João Capiberibe, no entanto, está convencido de que há falhas que precisam ser resolvidas e defendeu que os gastos com a implantação do voto impresso são um investimento em segurança.

– Não tem custo que pague uma fraude eleitoral. Porque quem frauda eleição é quem tem muito dinheiro para fazer isso. Então você retira a possibilidade de uma representação mais ampla da sociedade brasileira. E já é muito restrita.

No mesmo debate, Diego Aranha observou que  ainda que há pontos centrais que podem ser usados para fazer fraudes em larga escala, afetando várias urnas. Ele disse também que a impressão do voto é uma ferramenta para fazer auditorias e para evitar manipulação dos dados.

Reportagem de Roberto Fragoso, da Rádio Senado

Fonte: Agência Senado

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6 de julho de 2013

Especialista questiona funcionalidade da urna para plebiscito

urna_eletronicaEspecialista em urnas eletrônicas, o engenheiro Amílcar Brunazo afirmou em entrevista ao G1 que o atual modelo de urna eletrônica "não é amigável" para a realização de um plebiscito. Para ele, as urnas são "antiquadas" e terão que ser usadas com "artificialismo" em eventual consulta popular, já que o eleitorado terá que digitar um número para a alternativa de resposta escolhida.

Amílcar Brunazo é um dos principais especialistas em urna eletrônica no país. Autor do livro "Fraudes e Defesas no Voto Eletrônico", já deu consultoria para o Senado sobre votação eletrônica e assessora partidos no TSE em relação à votação. Também participa de congressos e discussões em todo o país sobre o tema. Ele é um dos principais críticos do sistema de votação e apuração do Brasil. Para Brunazo, não há garantia da segurança de uma apuração precisa no modelo atual.

 

[A urna] não é amigável [para plebiscito]. Ainda mais com 10 perguntas, por exemplo. Como as urnas são antiquadas, não se tem opção"

Amílcar Brunazo, engenheiro especialista em urna eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sempre defendeu o modelo brasileiro, afirmando, inclusive, que o país é exemplo para o resto do mundo. O TSE afirma que, com as urnas eletrônicas, foram realizados referendo do desarmamento e plebiscito sobre a divisão do Pará sem questionamentos. De acordo com o tribunal, nas consultas populares o "sim" e o não" são representados por números de dois dígitos.

A sugestão de um plebiscito foi feita pela presidente Dilma Rousseff como resposta às manifestações populares que ocorrem há um mês em todo o país por melhores condições e vida e medidas de combate à corrupção. Para Dilma, é preciso que o povo decida o que quer ver alterado no sistema político e eleitoral. Nesta semana, ela disse acreditar na "inteligência, sagacidade e esperteza do povo brasileiro" para responder às perguntas.

Apesar da sugestão de Dilma, a decisão de convocar o plebiscito precisa partir do Congresso. Segundo juristas, os parlamentares poderão decidir quais perguntas serão feitas ou apenas apontar o tema e deixar as questões a cargo do TSE.

O TSE poderá, dizem os especialistas, alterar a pergunta caso venha pronta do Congresso para deixá-la mais clara. Aos parlamentares, o governo sugeriu que o plebiscito aborde ao menos cinco temas: financiamento público ou privado de campanha; sistema eleitoral (voto proporcional ou distrital); manutenção ou não da suplência para senador; fim ou não do voto secreto em deliberações do Congresso; e manutenção ou não de coligações partidárias proporcionais. Algumas perguntas em um plebiscito sobre reforma política poderão, eventualmente, ter mais opções, além do "sim" ou "não".

No plebiscito mais recente, em 2011, os eleitores paraenses tiveram de digitar 55 para "não" e 77 para "sim". Foram perguntadas duas questões: “Você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado do Tapajós?” e “Você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado do Carajás?”.

Amílcar Brunazo diz que, em um plebiscito sobre reforma política, com mais perguntas, o eleitor poderá ser prejudicado. "Imagine um plebiscito com 10 perguntas. Não tem 'sim' ou 'não'. Pelo artifício do software, você escolhe um número e confirma. Não é amigável. Ainda mais com 10 perguntas, por exemplo. Como as urnas são antiquadas, não se tem opção. Eles farão um software que funcione, mas não será amigável para o eleitor", afirma o engenheiro.

Brunazo relatou ter sugerido ao TSE, quando houve aquisição de equipamentos em 2009, a compra de urnas mais modernas, mas a sugestão não foi aceita. Segundo ele, seriam mais convenientes para um plebiscito urnas com tela sensível ao toque, como a utilizada na Argentina, país que adotou recentemente o modelo touch-screen, em vez do teclado fixo.

O engenheiro aponta ainda que, caso o plebiscito seja realizado em curto espaço de tempo, outro prejuízo será a impossibilidade de testes mais específicos sobre a segurança do sistema. "Os partidos têm que examinar. Leva seis meses para desenvolver um software que possa ser testado adequadamente."

Segundo ele, o sistema atual não permite a recontagem dos votos, o que seria outra vulnerabilidade - Amílcar Brunazo defende que o sistema emita um voto impresso que o leitor possa conferir e colocar em uma urna, que pudesse ser auditada posteriormente. "Falta transparência para o eleitor, que tem que confiar no resultado e não pode questionar."

Brunazo destaca que o plebiscito precisa ter perguntas simples para facilitar a consulta. "A do referendo do desarmamento foi confusa. Apesar de a pessoa ter uma opinião, se confundiu na hora de responder", frisou. A pergunta era "Você é a favor da proibição da venda de armas de fogo e munição no Brasil?". O "sim" era contra a comercialização de armas e o "não", a favor da venda de armas.

Outras opiniões
Professor de Ciência da Computação da Universidade de Brasília (UnB), Diego Aranha encontrou uma vulnerabilidade no sistema da urna eletrônica durante os testes para as eleições de 2012. Para ele, o modelo da urna não é o ideal para um plebiscito, mas o professor não crê em dificuldades para a realização da consulta.

"Para utilizar a urna eletrônica atual em uma consulta popular, é preciso que os eleitores conheçam os códigos numéricos correspondentes às respostas 'sim' e 'não'. Não vejo essa questão como um grande obstáculo, até porque as urnas foram utilizadas em referendos passados sem grandes problemas. A utilização de telas sensíveis ao toque certamente aprimora a usabilidade, mas acredito que o custo adicional não justifique uma possível substituição", disse Aranha.

Assim como Amilcar Brunazo, ele também defende que a urna eletrônica possa imprimir o voto para que haja auditoria posterior. "Durante os testes de segurança, encontramos uma vulnerabilidade que nos permitiu derrotar o único mecanismo de segurança implementado no software da urna para proteção do sigilo do voto. Utilizando essa vulnerabilidade, minha equipe conseguiu recuperar a lista ordenada dos votos em eleições simuladas com até 475 eleitores a partir unicamente de informação pública, com impacto potencial até em eleições passadas."

 

As pessoas já estão bem informadas, senão não estaria nas ruas. A população está pronta para decidir o que quer que seja"

Sandra Cureau, vice-procuradora-geral eleitoral

Perguntas fáceis e objetivas
O juiz eleitoral Márlon Reis, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), também não considera o modelo da urna um empecilho para a consulta popular, mas disse que a principal preocupação é com as perguntas que serão eventualmente feitas. "Poderia ser melhor, mas não me parece que seja tão difícil a adaptação. No referendo das armas, falou-se muito de erro com a formulação da pergunta, mas não da questão técnica."

Márlon Reis acredita que a reforma política poderia ser realizada por meio de projeto de lei de iniciativa popular no Congresso. O MCCE e outras entidades coletam assinaturas para apresentação da proposta.

A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, também afirmou ao G1 que é preciso cuidado com as perguntas. Para ela, não se pode colocar "coisas demais" no plebiscito e as perguntas devem ser "claras, objetivas e poucas" para não prejudicar o processo.

Sobre os custos previstos para o plebiscito – segundo algumas estimativas, poderiam superar os R$ 500 milhões –, a vice-procuradora eleitoral afirmou que, "nesse caso, o que vale é o ganho da população, da democracia".

O plebiscito feito em 2011, para decidir sobre a divisão do Pará, custou R$ 19 milhões. O referendo de 2005 para decidir sobre o porte de armas custou cerca de R$ 250 milhões.

Para ela, os movimentos populares nas ruas mostram que a população está bem informada para decidir sobre o que deve ser alterado. "As pessoas já estão bem informadas, senão não estaria nas ruas. A população está pronta para decidir o que quer que seja."

Fonte: G1

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25 de junho de 2013

Tribunal alemão considera urnas eletrônicas inconstitucionais

Em 14 dez 2008, o Fraude Urnas Eletrônicas publicou artigo informando sobre a proibição do uso das urnas eletrônicas na Holanda – Falta de segurança leva Holanda a proibir o uso de urnas eletrônicas. Esta semana, (03 mar 2009) foi a vez da Alemanha entrar para a lista dos países que vetam o uso destes aparelhos nas eleições.

Urna Eletrônica Alemã 01 Segundo informações dos sites IDG NOW! e DW-World.DE Deutsche Welle, a Corte Constitucional Federal (em alemão Bundesverfassungsgericht; em inglês Federal Constitutional Court), órgão judicial mais importante da Alemanha, vetou o uso de urnas eletrônicas nas eleições alemãs deste ano citando riscos ao processo democrático.

O tribunal entendeu que uso de computadores no processo eleitoral de 2005 foi inconstitucional. Na época, cerca de 1,8 mil máquinas modelos ESD1 e ESD2 da fabricante Nedap foram utilizadas em 39 dos 299 estados alemães, atingindo um total de 2 milhões de eleitores. O pleito foi responsável por compor o Bundestag, o parlamento nacional da Alemanha.

Segundo artigo do Jornal Spiegel, a corte decidiu que o sistema contradiz o princípio de transparência necessário para uma eleição pública e proibiu o uso dos equipamentos nas eleições gerais deste ano.

A decisão da corte segue acusações feitas pelo físico Ulrich Wiesner junto ao seu pai, o cientista social Joachim Wiesner, que alegam que os equipamentos contêm falhas que podem comprometer a decisão democrática do voto.

A Corte Constitucional Federal, sediado na cidade de Karlsruhe, garantiu que as eleições gerais de 2009 estão mantidas e serão realizadas usando o tradicional método de lápis e papel.

O juiz Andreas Vosskuhle, ao anunciar sua decisão no tribunal, afirmou que:

"A eleição como fato público é o pressuposto básico para  uma formação democrática e política. Ela assegura um processo eleitoral regular e compreensível, criando, com isso, um pré-requisito essencial para a confiança fundamentada do cidadão no procedimento correto do pleito. A forma estatal da democracia parlamentar, na qual o domínio do povo é midiatizado através de eleições, ou seja, não exercido de forma constante nem imediata, exige que haja um controle público especial no ato de transferência da responsabilidade do Estado aos parlamentares.”

Formas de controle - Para a corte máxima alemã, um "evento público" como uma eleição implica que qualquer cidadão possa dispor de meios para averiguar a contagem de votos, bem como a regularidade do decorrer do pleito, sem possuir, para isso, conhecimentos especiais.

No processo eleitoral tradicional, isso nunca foi um problema. Uma vez que o voto tenha sido depositado na urna, qualquer pessoa pode acompanhar de perto a contagem junto ao domicílio eleitoral. Manipulações, nesses casos, são difíceis, uma vez que podem a qualquer momento ser descobertas.

Resultados não foram anulados - O que não ocorre no caso das urnas eletrônicas, em que o eleitor simplesmente aperta um botão e o computador, horas mais tarde, expele um resultado. O cidadão comum, neste caso, não tem meios para apurar possíveis erros de programação ou manipulações propositais. Neste sentido, acreditam os juízes alemães, houve, com o uso da urna eletrônica nas eleições de 2005, uma transgressão das leis que garantem o pleito como um fato público.

O tribunal, contudo, não chegou a anular os resultados do pleito realizado há mais de três anos, baseando-se no argumento de que não há indícios que levam a crer que tenha havido qualquer mau funcionamento nas urnas eletrônicas usadas naquelas eleições (Redação de Martin Roeber) .

No site SlashDot Pt Br, o leitor Dr. Hok afirma que:

"Urnas eletrônicas não são ilegais per se, mas com estas máquinas não foi possível verificar os resultados após a votação. O procedimento de verificação das autoridades alemãs também foi falho: apenas amostras foram testadas, não máquinas realmente usadas nas eleições, e os resultados detalhados (incluindo o código fonte) não foram disponibilizados publicamente. Os resultados das eleições  permanecem legalmente válidos."

No Portal do Jornal Spiegel é possível ter acesso a um vídeo (em alemão) intitulado Die Zukunft ist analog: Karlsruhe stoppt Wahlcomputer – em português, algo como “O futuro será semelhante: Tribunal pára o computador de votar”.

» Fonte da Imagem: DW-World.DE Deutsche Welle

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27 de abril de 2013

Fórum no ICMC discute possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas brasileiras

Participantes concluíram que o sistema atual está sujeito a fraudes, e encaminharam ao TSE um memorando apoiando a transição para um sistema mais seguro

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Na última quarta-feira, 17 de abril, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) promoveu o 1.º Fórum Nacional de Segurança em Urnas Eletrônicas. O evento foi realizado no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no campus USP de São Carlos, e contou com especialistas em política e em segurança da informação, que discutiram as possibilidades tecnológicas de ocorrência de fraudes nas urnas eletrônicas utilizadas no Brasil.

Na abertura, o diretor do ICMC, José Carlos Maldonado, agradeceu a presença dos participantes e destacou a relevância do evento: "É um tema de importância nacional e mesmo internacional, pois os destinos do Brasil impactam os do mundo. O ICMC fica muito orgulhoso de sediar essa iniciativa", acrescentou.

O fórum foi iniciado com a palestra do engenheiro Amilcar Brunazo Filho, especialista em segurança de sistemas de informática e moderador do fórum VotoSeguro.org. Ele apresentou os princípios básicos de um sistema eleitoral tradicional eletrônico, e levantou o conflito entre os princípios da inviolabilidade absoluta do voto e da publicidade: “O autor do voto deve ser absolutamente secreto, mas o conteúdo do voto deve ser absolutamente público”, completou. Discorreu também sobre a disponibilidade absoluta. “É necessário que se faça um sistema seguro, mas com objetivo social. O sistema não pode falhar”.

O especialista apresentou ainda o trâmite do projeto de lei cujo artigo 5º regulamentaria o avanço da segurança das urnas brasileiras para a chamada segunda geração, permitindo a auditoria dos resultados por meio da impressão da cédula do voto, bem como suspensão sumária desse artigo pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) logo após a sanção da lei, com alegações de ordem técnica e jurídica.
Ao finalizar sua apresentação, Brunazo Filho emocionou-se ao ver que a mobilização em torno da luta que há tanto tempo tem travado, até hoje com pouco apoio. “A minha expectativa é sensibilizar alguns dos que estão presentes aqui. Gostaria de ver no meio acadêmico uma iniciativa por parte de vocês”, finalizou.

Na segunda palestra, o professor Diego Aranha, da Universidade de Brasilia (UnB), apresentou os detalhes de seu relatório técnico sobre a segurança das urnas eletrônicas, resultado de testes feitos em 2012 por meio de edital do próprio TSE. Segundo o pesquisador, sua equipe conseguiu, com sucesso, atingir o nível de fraude do sistema, pois recuperou a lista de votação completa durante o tempo de análise da urna, além de descobrir que um número muito importante para decodificar todo o registro de votos era justamente a hora de inicio de operação da urna, informação pública, impressa nos boletins de urna que são enviados aos partidos.
O palestrante destacou que o TSE não considerou o ataque como sendo capaz de causar fraude, e sim de causar apenas falhas no sistema da urna, o que, segundo Aranha, não corresponde com os reais feitos de sua equipe. Os membros da banca do edital concordaram com o feito técnico da equipe da UnB e a entenderam o ataque como um sucesso na execução de fraude, demonstrando a fragilidade do sistema de segurança das urnas. Aranha informou que sua equipe apresentou um relatório técnico ao TSE para adequação de todas as irregularidades nas urnas. Segundo ele, o TSE respondeu dizendo que tais requisitos haviam sido atendidos, porém, não divulgou um boletim informando quais detalhes e procedimentos haviam sido tomados.

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Da esq. para a dir.: Kalinka Castelo Branco, Diego Aranha, Mario Gazziro,
Pedro Ribeiro, Oscar Marques, Vilson Palaro Jr. e Amilcar Brunazo Filho

Mesa redonda e resultados

Após as palestras, teve início uma mesa redonda que contou com a participação de Pedro Floriano Ribeiro e Maria do Socorro Braga, pesquisadores em ciência política da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Kalinka Castelo Branco e Mario Gazziro, docentes do ICMC, e Oscar Marques, do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO). Participou também do debate Vilson Palaro Junior, juíz de direito civil e juiz eleitoral de São Carlos.

Após o debate, a conclusão dos participantes do evento foi que as fraudes podem realmente acontecer, passando despercebidas pela justiça eleitoral. A partir dessa informação, um memorando de apoio ao  projeto de lei que obriga a transição para urnas de segunda geração foi preparado pelos participantes do fórum e será encaminhado ao TSE, em Brasília. O documento na íntegra está disponível em http://goo.gl/BhFgH.

A discussão deve continuar. Os organizadores pretendem realizar em 2014 um congresso nacional de segurança do voto eletrônico, com inscrição de trabalhos, estendendo o tema aos sistemas de transmissão de informações eleitorais, sistemas de totalização de votos, servidores de exibição dos resultados parciais e de pesquisas na web.

A filmagem com a íntegra das palestras e da mesa redonda do fórum está disponível no canal do ICMC no YouTube: http://youtu.be/4_706EoJMjU

Por: Maristela Galati - Assessoria de Comunicação do ICMC

Fonte: ICMC

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23 de março de 2013

Evento no ICMC discute segurança das urnas eletrônicas

O Instituto de Ciências Matemáticas e Computação (ICMC) da USP em São Carlos realizará no dia 17 de abril o 1º Fórum Nacional de Segurança em Urnas Eletrônicas. O evento acontecerá das 14 às 18 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no campus da USP São Carlos.

O objetivo principal do fórum é contrapor os técnicos e especialistas em segurança da informação que questionam a segurança da urna. "Vamos colocar esses especialistas em confronto com outros da área, principalmente pesquisadores em eleições, contrapondo os pontos", declarou o professor Mário Gazziro, organizador do evento.
O fórum terá inicio com duas palestras, a serem ministradas por Amilcar Brunazo Filho (VotoSeguro.org) e Diego Aranha (Universidade de Brasília, UnB). Em seguida, haverá uma mesa redonda com a participação de Pedro Floriano Ribeiro e Maria do Socorro Braga (Universidade Federal de São Carlos, UFSCar); Kalinka Castelo Branco e Mario Gazziro (ICMC-USP); e Oscar Marques (Serviço Federal de Processamento de Dados, SERPRO).
O evento será gratuito e aberto a todos os interessados, sem necessidade de inscrição prévia. As palestras e a mesa-redonda também serão transmitidas ao vivo pelo IPTV, possibilitando a interação dos participantes. "Todo esse evento ficará disponível ao público de todo país para ter acesso quando quiser. E os internautas poderão interagir durante o fórum, enviando as perguntas através do site da IPTV", completou Gazziro.

Convidados

- Amilcar Brunazo Filho: Engenheiro, especializado sem segurança de sistemas de informática e delegado junto ao TSE para assuntos relacionados a urnas eletrônicas. Moderador do fórum do Voto Eletrônico;
- Diego de Freitas Aranha: Doutor em Ciência da Computação, docente do Departamento de Ciência da Computação da UnB. Foi coordenador da primeira equipe de investigadores independentes capaz de detectar e explorar vulnerabilidades no software da urna eletrônica em testes controlados organizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tem experiência na área de criptografia e segurança computacional;
- Kalinka Regina Lucas Jaquie Castelo Branco: Possui doutorado em Ciências de Computação e é docente do departamento de Sistemas de Computação do ICMC. Tem experiência nas áreas de sistemas computacionais distribuídos e computação paralela;
- Maria do Socorro Sousa Braga: Doutora em Ciência Política, e docente da UFSCar. Tem experiência com os temas de comportamento político, sistema de governo, partidos políticos, eleições, representação política e comportamento eleitoral;
- Mario Alexandre Gazziro: Doutor em Física Computacional, professor do ICMC. Suas áreas de atuação envolvem cibernética, microeletrônica, hardware reconfigurável, processamento de imagens e sinais, neurociências, engenharia biomédica, RFid, ressonância magnética, artes visuais e arte eletrônica;
- Oscar Isauro Bacelar Marques: atua na Divisão de Segurança da Informação no SERPRO DO Rio de Janeiro. Organizador de uma Conferência de Segurança e editor de periódico sobre Segurança da Informação. Desenvolve antivirus, sistemas e aplicativos de acessiblidade para dispositivos móveis e outros dispositivos de uso civil e militar.
- Pedro José Floriano Ribeiro: Doutor em Ciência Política, atualmente docente da UFSCar, onde também coordena a formação do Centro de Estudos de Partidos Políticos (CEPP). Realiza suas pesquisas nas áreas de partidos políticos, eleições e comportamento político.


Mais informações:

Página do evento no Facebook

Link para a transmissão do evento: www.iptv.usp.br

Por Maristela Galati da Assessoria de Comunicação ICMC

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22 de fevereiro de 2013

Palestra sobre Urnas Eletrônicas

amilcar_brunazo_filhoO engenheiro Amilcar Brunazo Filho, especializado em segurança de sistemas de informática e delegado do PDT junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assuntos relacionados a urnas eletrônicas, estará nesta segunda-feira (25/02/2013) no auditório do 7º andar da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio, a partir das 17h30m, para fazer uma palestra sobre os diferentes tipos de urnas eletrônicas em uso no mundo .

Brunazo falará detalhadamente aos militantes do Modecon, instituição fundada pelo jornalista Barbosa Lima Sobrinho, sobre as máquinas de votar em uso no país que embora a justiça eleitoral garanta que são "100 por cento seguras”, não permitem a recontagem de votos e não produzem resultados auditáveis.

Na palestra ele mostrará que existem urnas eletrônicas seguras em uso em outros países e especificará as diferenças entre as máquinas de votar brasileiras, de 1a. geração - projetadas na década de 90 e em uso desde 1996; e as urnas eletrônicas de 3a. geração, muito mais seguras - que não só imprimem o voto, como também fazem o seu registro digital, garantindo ao eleitor uma dupla segurança da confiabilidade do resultado.

Amílcar Brunazo é uma das maiores autoridades do país no assunto, além de criador e moderador do Fórum do Voto Eletrônico, página de Internet criada em 1998 - que fica no endereço www.votoseguro.org e reúne textos, ensaios e documentos sobre o assunto com a colaboração de vários especialistas.

A palestra de Brunazo será na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a partir das 17h30m, no 7º andar da Rua Araújo Porto Alegre, 71 – Centro do Rio de Janeiro. A promoção é do Modecon (Movimento em Defesa da Economia Nacional) e a entrada é franca.

Mais informações com Osvaldo Maneschy (Reg.Prof. 12.704 Drt/RJ) no tel. 21 99833322

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13 de dezembro de 2012

Hacker de 19 anos revela no Rio como fraudou eleição brasileira

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por Apio Gomes, no portal do PDT, via Amilcar Brunazzo Filho

Um novo caminho para fraudar as eleições informatizadas brasileiras foi apresentado ontem (10/12) para as mais de 100 pessoas que lotaram durante três horas e meia o auditório da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (SEAERJ), na Rua do Russel n° 1, no decorrer do seminário “A urna eletrônica é confiável?”, promovido pelos institutos de estudos políticos das seções fluminense do Partido da República (PR), o Instituto Republicano; e do Partido Democrático Trabalhista (PDT), a Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini.

Acompanhado por um especialista em transmissão de dados, Reinaldo Mendonça, e de um delegado de polícia, Alexandre Neto, um jovem hacker de 19 anos, identificado apenas como Rangel por questões de segurança, mostrou como — através de acesso ilegal e privilegiado à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro, sob a responsabilidade técnica da empresa Oi – interceptou os dados alimentadores do sistema de totalização e, após o retardo do envio desses dados aos computadores da Justiça Eleitoral, modificou resultados beneficiando candidatos em detrimento de outros – sem nada ser oficialmente detectado.

“A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados  mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”, explicou Rangel, ao detalhar em linhas gerais como atuava para fraudar resultados.

O depoimento do hacker – disposto a colaborar com as autoridades –  foi chocante até para os palestrantes convidados para o seminário, como a Dra. Maria Aparecida Cortiz, advogada que há dez anos representa o PDT no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assuntos relacionados à urna eletrônica; o professor da Ciência da Computação da Universidade de Brasília, Pedro Antônio Dourado de Rezende, que estuda as fragilidades do voto eletrônico no Brasil, também há mais de dez anos; e o jornalista Osvaldo Maneschy, coordenador e organizador do livro Burla Eletrônica, escrito em 2002 ao término do primeiro seminário independente sobre o sistema eletrônico de votação em uso no país desde 1996.

Rangel, que está vivendo sob proteção policial e já prestou depoimento na Polícia Federal, declarou aos presentes que não atuava sozinho: fazia parte de pequeno grupo que – através de acessos privilegiados à rede de dados da Oi – alterava votações antes que elas fossem oficialmente computadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A fraude, acrescentou, era feita em benefício de políticos com base eleitoral na Região dos Lagos – sendo um dos beneficiários diretos dela, ele o citou explicitamente, o atual presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Paulo Melo (PMDB). A deputada Clarissa Garotinho, que  também fazia parte da mesa, depois de dirigir algumas perguntas a Rangel  - afirmou que se informará mais sobre o assunto e não pretende deixar a denúncia de Rangel cair no vazio.

Fernando Peregrino, coordenador do seminário, por sua vez, cobrou providências:

“Um crime grave foi cometido nas eleições municipais deste ano, Rangel o está denunciando com todas as letras –  mas infelizmente até agora a Polícia Federal não tem dado a este caso a importância que ele merece porque  ele atinge a essência da própria democracia no Brasil, o voto dos brasileiros” – argumentou Peregrino.

Por ordem de apresentação, falaram no seminário o presidente da FLB-AP, que fez um histórico do voto no Brasil desde a República Velha até os dias de hoje, passando pela tentativa de fraudar a eleição de Brizola no Rio de Janeiro em 1982 e a informatização total do processo, a partir do recadastramento eleitoral de 1986.

A Dra. Maria Aparecida Cortiz, por sua vez, relatou as dificuldades para fiscalizar o processo eleitoral por conta das barreiras criadas pela própria Justiça Eleitoral; citando, em seguida, casos concretos de fraudes ocorridas em diversas partes do país – todos abafados pela Justiça Eleitoral. Detalhou fatos ocorridos em Londrina (PR), em Guadalupe (PI), na Bahia e no Maranhão, entre outros.

Já o professor Pedro Rezende, especialista em Ciência da Computação, professor de criptografia da Universidade de Brasília (UnB), mostrou o trabalho permanente do TSE em “blindar” as urnas em uso no país, que na opinião deles são 100% seguras. Para Rezende, porém, elas são “ultrapassadas e inseguras”. Ele as comparou com sistemas de outros países, mais confiáveis,  especialmente as urnas eletrônicas de terceira geração usadas em algumas províncias argentinas, que além de imprimirem o voto, ainda registram digitalmente o mesmo voto em um chip embutido na cédula, criando uma dupla segurança.

Encerrando a parte acadêmica do seminário, falou o professor Luiz Felipe, da Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que em 1992, no segundo Governo Brizola, implantou a Internet no Rio de Janeiro junto com o próprio Fernando Peregrino, que, na época, presidia a Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj). Luis Felipe reforçou a idéia de que é necessário aperfeiçoar o sistema eleitoral brasileiro – hoje inseguro, na sua opinião.

O relato de Rangel – precedido pela exposição do especialista em redes de dados, Reinaldo, que mostrou como ocorre a fraude dentro da intranet, que a Justiça Eleitoral garante ser segura e inexpugnável – foi o ponto alto do seminário.

Peregrino informou que o seminário  será transformado em livro e tema de um documentário que com certeza dará origem a outros encontros sobre o mesmo assunto – ano que vem. Disse ainda estar disposto a levar a denuncia de Rangel as últimas conseqüências e já se considerava um militante pela transparência das eleições brasileiras: “Estamos aqui comprometidos com a trasnparência do sistema eletrônico de votação e com a democracia no Brasil”, concluiu. (OM)

Fonte:viomundo

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11 de dezembro de 2012

PDT e PR discutem segurança da urna eletrônica

 

A confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras estará em discussão hoje, segunda-feira (10/12), a partir das 17 horas, no Rio de Janeiro, no auditório da sede da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (SEARJ-RJ), na Glória, por iniciativa do Instituto Republicano de estudos políticos do Partido da República (PR) e da seção fluminense da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP), do PDT.

O seminário “Voto eletrônico no Brasil é confiável?” foi  organizado pelo presidente do Instituto Republicano, Fernando Peregrino, que também será um dos palestrantes e falará sobre fatos ocorridos nas ultimas eleições e a vulnerabilidade da urna eletrônica brasileira – que Leonel Brizola, numa de suas imagens rurais aplicadas à política, comparava à argola que se coloca no nariz do touro (o Brasil) para levá-lo a qualquer lugar.

Outro palestrante será o professor Pedro Antônio Dourado de Rezende,  do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília UnB), que vai detalhar fragilidades das máquinas de votar em uso no país que são consideradas ultrapassadas por terem sido projetadas na década de 90 e terem sofrido poucas alterações desde então.  Rezende é autor de diversos trabalhos científicos sobre o tema.

Os outros palestrantes serão a advogada Maria Aparecida Cortiz, de São Paulo, que acompanha as questões jurídicas vinculadas ao voto eletrônico no Tribunal Superior Eleitoral desde 2.000. Ela vai falar sobre as idas e vindas da legislação relacionada à impressão do voto eletrônico e por que a Justiça Eleitoral brasileira é considerada uma das mais autoritárias do mundo. O jornalista Osvaldo Maneschy, ex-assessor de Leonel Brizola para assuntos relacionados ao voto eletrônico e organizador do livro “Burla Eletrônica”, disponível na Internet,  por sua vez,  fará um histórico da luta pelo respeito à verdade eleitoral no Brasil.

O seminário visa, segundo Fernando Peregrino, presidente do Instituto Republicano e Secretário Geral do PR/RJ,  atualizar a discussão sobre a informatização do voto brasileiro e chamar a atenção dos políticos e da Sociedade, “engajando o Partido Republicano nessa luta que deve ser de todos os partidos e os políticos sinceros, pois está em jogo a democracia e o voto popular porque sistemas de votação precisam ser auditáveis pelos cidadãos, porque se não o forem, não são seguros ".

Também serão relatadas suspeitas de fraudes que estão sendo  investigadas pelo Ministério Público e pela Policia Federal, algumas delas no Rio de Janeiro, agora em 2012. O seminário é suprapartidário e estão sendo convidados representantes e militantes de todos os partidos políticos . A entrada é franca e a Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (SEAERJ) fica na Rua do Russel, numero 01, perto do Metrô da Gloria.

Fonte: PDT

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31 de outubro de 2012

Voto de urna eletrônica da próxima eleição terá que ser impresso

BRASÍLIA- A comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara está debatendo proposta que revoga a obrigatoriedade de impressão do voto a partir das eleições de 2014.
A volta do voto impresso é tema de proposta já aprovada no Senado Federal e que agora está sendo analisada na Câmara dos Deputados.
Os deputados chegaram a realizar, em maio, audiência pública sobre o tema. O projeto está na CCJ e, em seguida, segue para votação no plenário da Câmara.
O relator da proposta, deputado Vieira da Cunha (PDT-RS) acredita que em vez de revogar o voto impresso, basta suprimir dois parágrafos (§ 2° E §5°) da Lei, que segundo alguns especialistas, poderiam permitir a identificação do eleitor.
“Penso que se nós agirmos assim, nós estaremos equilibrando a preocupação daqueles que, com razão, estão defendendo o princípio do sigilo do voto com aqueles que, como nós que queremos também garantir a segurança da urna eletrônica , ou seja, que o eleitor possa verificar materialmente seu voto e que possa haver, por amostragem, a conferência daquilo que está na urna eletrônica com aquilo que o voto impresso garante", disse.
O Supremo Tribunal Federal suspendeu o voto impresso em resposta a uma ação direta de institucionalidade proposta pela Procuradoria Geral da República.
A decisão, no entanto, não é definitiva, mesmo sem voto impresso, um teste promovido pelo próprio TSE demonstrou a fragilidade da atual urna eletrônica.
O projeto que revoga a impressão do voto a partir de 2014 será analisado pela CCJ e deve ser votado em plenário ainda este ano.


Um grupo de técnicos da Universidade de Brasília (UNB) quebrou a segurança de uma urna em apenas uma hora e identificou como votou cada eleitor, em uma simulação.
Os testes foram organizados pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral. A equipe da UnB conseguiu mostrar que, com algum tempo, é possível descobrir a sequência em que os votos foram inseridos no equipamento.
O grupo, composto dos especialistas do Centro de informática da universidade, Marcelo Karam, Filipe Scarel, Diego Aranha e André de Miranda, conseguiu descobrir a ordem cronológica de 474 dos 475 votos inseridos na simulação de votação.
De posse dessa sequência, seria possível assimilar um nome a cada voto se eles tivessem acesso à lista de eleitores que votou na urna, quebrando assim o sigilo completo.
Com informações da Agência Câmara

Fonte: Agência Congresso

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19 de outubro de 2012

Coligações suspeitam de manipulação em Salvaterra

Coligações suspeitam de manipulação em Salvaterra  (Foto: Divulgação)

As 51 urnas de Salvaterra teriam sido aarmazenadas inadequadamente em uma casa na periferia da cidade (Foto: Divulgação)

Integrantes de três coligações políticas do município de Salvaterra, na ilha do Marajó, protocolaram uma representação na 3º Zona do Tribunal Regional Eleitoral com o pedido de impugnação de eleição contra o candidato eleito à Prefeitura, Valentim Lucas de Oliveira, e sua respectiva coligação.

Segundo o documento entregue ao Cartório Eleitoral de Soure - responsável por Salvaterra - no dia 10 de outubro, Valentim e sua coligação estariam envolvidos em um esquema de recebimento e armazenamento inadequado das 51 urnas eleitorais, o que, segundo os denunciantes, abre margem para suspeita de fraude no resultado da eleição para prefeito.

As coligações que levantaram a denúncia alegam que no dia 6 de outubro, véspera do pleito eleitoral, as urnas chegaram à Salvaterra por volta das 6h da manhã e foram levadas para um imóvel na área periférica do município, onde teria ocorrido a movimentação indevida por pessoas desconhecidas. Além disso, as urnas teriam sido transportadas sem qualquer vigilância ou escolta das polícias civil e militar. A representação pede que seja decretada a anulação do pleito em Salvaterra e traz anexadas fotos da casa onde as urnas teriam sido armazenadas.

PROVAS

De acordo com o professor Walber, que foi candidato a vice-prefeito por uma das coligações denunciantes, o local de armazenamento das urnas foi fotografado por uma vizinha do imóvel. “Ela achou a movimentação muito suspeita  e trouxe as fotos até nós. Pessoas da vizinhança também disseram que por volta das 10h desse mesmo dia as urnas começaram a ser retiradas de lá, sendo colocadas em taxis pra serem levadas às seções de votação", relatou.

As coligações denunciantes dizem que há fortes indícios de envolvimento de pessoas vinculadas à campanha de Valentim. “Averiguamos que as placas das motos fotografadas no imóvel são registradas em nome de pessoas do comitê dele. O proprietário do imóvel é desconhecido e todas as 51 urnas ficaram lá das 6h às 10h do dia anterior a eleição. A gente não afirma a fraude porque ninguém estava lá para atestar que foram manipuladas, mas existem fortes indícios. Queremos saber por que não foi para um lugar público e por que os outros partidos não foram comunicados. Queremos esclarecimentos”, afirmou Walber.

A denúncia defende que este tipo de armazenamento das urnas não segue os requisitos da Justiça Eleitoral, posto que existem na cidade locais próprios para receber as urnas, como o Fórum. “A prefeitura de Salvaterra recebeu uma documentação pedindo escolta e local par armazenar as urnas a partir das 16h do dia 6, mas quando o motorista de prefeitura de Salvaterra foi até Soure buscar as urnas, elas já tinham sido transportadas”, disse o representante das coligações denunciantes. (Daniele Brabo/DOL)

fonte: http://www.diarioonline.com.br/noticia-223004-coligacoes-suspeitam-de-manipulacao-em-salvaterra.html

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18 de outubro de 2012

Julio Campos discursa na câmara sobre supostas fraudes eleitorais

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O deputado federal Júlio Campos (DEM/MT) solicitou a Câmara dos Deputados que "abra os olhos" sobre o processo eleitoral que acontece em todo o país, pois pesquisas comprovaram que o sistema eleitoral das urnas eletrônicas é falho e favorece as fraudes. "O cidadão que acreditava que seu voto estava seguro e seria destinado ao seu candidato não tenha certeza assim pois o sistema de proteção e segurança das urnas eletrônicas é falho e consequentemente há fraudes em todo o país. Hackers podem invadir e modificar o resultado das eleições", argumentou Júlio Campos, cuja cunhada, Lucimar, não conseguiu ser eleita prefeita em Várzea Grande, no último dia 7.

O parlamentar também pontuou que o Brasil é o único país que não confere o resultado das eleições, depois que elas acontecem ninguém sabe o que realmente aconteceu.

O deputado pediu o registro nos anais da Câmara dos Deputados da reportagem veiculada pela revista "Isto É" referente a entrevista com o doutor em Ciências da Computação pela Unicamp, Diego Aranha, onde ele comprova por meio de pesquisa realizada por um grupo de alunos da Universidade de Brasília que o sistema de proteção das informações das urnas eletrônicas é falho e pode ser facilmente violado. Segundo o professor, o processo eleitoral é falho por apresentar várias vulnerabilidades, entre as principais foram apontadas: proteção inadequada do sigilo do voto, de forma a conseguir saber facilmente em que candidato o eleitor votou; o uso de apenas uma chave criptográfica para cifrar as mídias de todas as urnas eletrônicas do país e a aplicação de algaritmos obsoletos cujo uso para segurança em computação não é mais recomendado há pelo menos seis anos.

"Fica o meu protesto", concluiu Júlio Campos. A informação é da assessoria.

Fonte: http://www.sonoticias.com.br/noticias/10/162500/julio-campos-discursa-na-camara-sobre-supostas-fraudes-eleitorais

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Polícia e Justiça Eleitoral apuram supostas fraudes eleitorais no interior de SP

A Polícia Civil e a Justiça Eleitoral investigam denúncias de fraudes eleitorais em diversos municípios do interior de São Paulo. Em Nova Luzitânia, Pereira Barreto, Birigui, Itu e Ibaté, eleitores procuraram a polícia e a Justiça Eleitoral para reclamar de problemas ocorridos nas urnas eletrônicas durante a votação. As coligações estão entrando na Justiça pedindo a apuração das denúncias e revisão no processo eleitoral.

Em Nova Luzitânia, na região de São José do Rio Preto, a Polícia Civil abriu inquérito depois que um protesto reuniu centenas de pessoas na frente da delegacia. Os eleitores disseram ter votado num candidato, mas a foto que apareceu na urna era de outro. A coligação Igualdade para Todos, liderada pelo Partido dos Trabalhadores, registrou 72 boletins de ocorrências de eleitores que disseram ter sido “enganados” pela urna ou foram impedidos de votar.

O delegado de polícia de Nova Luzitânia José Luiz Barboza Júnior disse que assim que acabar de ouvir todos os eleitores vai encaminhar o caso para a Justiça Eleitoral. Cinquenta e nove votos separaram o candidato vencedor, Germiro Lima (PSDB), que recebeu 1.296 votos, para a segunda colocada, Edwiges Cavalini (PT), que ficou com 1.237 votos.

Em Birigui, na região de Araçatuba, além da falta de fotos nas urnas, eleitores foram à polícia para reclamar que foram impedidos de votar porque desconhecidos teriam votado em seus lugares. “Temos recebido essas denúncias e estamos apurando e assim que terminarmos vamos enviar para a Justiça Eleitoral”, disse o delegado Cristiano de Oliveira Mello. A advogada Fabiana Varoni, da coligação Birigui Muito Mais, disse que a incidência das denúncias levou a coligação a se decidir por uma representação no Ministério Público. “Estamos preparando o documento e até o final de semana estaremos protocolando esse pedido porque as denúncias de irregularidades nas eleições são muitas”, disse.

Em Pereira Barreto, no extremo Noroeste do Estado, eleitores reclamam da falta de foto na urna e candidatos a vereador estão correndo atrás de seus eleitores para que assinem “declarações de voto” para entrar com representação na Justiça Eleitoral. “Estamos conseguindo provar que tivemos mais votos do que os computados pela Justiça Eleitoral”, disse Fernando Passos, um dos candidatos. O caso mais emblemático é da cândida Tamires França (PT), que obteve apenas cinco votos, mas só na família mais de oito pessoas votaram nela. “Entrei para fazer número porque faltavam mulheres, mas fiquei assustada quando a vi a quantidade de votos”, afirmou.

Em Itu, a coligação do candidato derrotado Oswaldo Sonsini Jr. Entrou com representação para investigação para averiguar denúncia de fraude eleitoral. Além da falta de fotos, eleitores foram impedidos de votar a há denúncia de clonagem de urnas, já que algumas delas estavam com a mesma numeração.

Texto de Chico Siqueira (Araçatuba), recebido por e-mail.

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Em Londrina, Barbosa Neto denuncia suposta fraude em urnas eletrônicas

* Advogada diz que falha digital possibilita ‘desvio de votos’

A Coligação de Barbosa Neto (PDT), candidato à prefeitura de Londrina, denunciou ontem que não foram observados os procedimentos definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a geração de mídias que carregaram as urnas eletrônicas da 157ª Zona Eleitoral.

A 157ª Zona Eleitoral representa mais de 20% do eleitorado municipal e pode definir se haverá ou não segundo turno, assim como a classificação dos candidatos para um eventual embate final.

O assunto foi abordado em entrevista coletiva à imprensa, concedida no início da noite desta sexta-feira por Barbosa e pela advogada Maria Aparecida Cortiz, especialista em votação eletrônica, que requereu o refazimento do processo de geração de mídias observando o sistema e versão determinados pelo TSE.

A coligação do pedetista reclama que a mídia londrinense, apesar da gravidade da denúncia, não deu uma só linha sobre essa sabotagem que pode comprometer as eleições deste domingo.

Barbosa foi afastado da Prefeitura em 30 de julho pela Câmara de Vereadores e ele diz que vem sendo prejudicado de todas as formas pela grande imprensa na atual campanha.

Fonte:http://www.esmaelmorais.com.br/2012/10/em-londrina-barbosa-neto-denuncia-suposta-fraude-em-urnas-eletronicas/

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