3 de junho de 2009

“Debate” sobre a segurança das urnas eletrônicas não avançou!

Debate Alesp

Dia 26 de maio de 2009, convidamos os leitores do Fraude Urnas Eletrônicas a participarem do evento Urna Eletrônica – Jornada pelo Aperfeiçoamento. No mesmo artigo, recebemos dois comentários que merecem destaque.

O primeiro, sem a devida identificação do autor, questionava a imparcialidade do evento.

“Nem de longe este evento pode ser chamado de debate. Pelo que tudo indica, será a exposição de idéias unilaterais, propaganda institucional positiva para o voto eletrônico. Cadê o Prof. Pedro Rezende, o Eng. Amilcar Brunazo, o Prof. Jorge Stofh, a adv. Cida Cortiz. Eles não foram convidados! Assim é muito fácil fazer um evento propondo o aperfeiçoamento do voto eletrônico. O adminitrador eleitoral fala e os também administradores eleitorais ouvem. Esse Brasil está cada vez pior. Cadê a liberdade de discussão? Cadê a Dep. Janete Capiberibe defendendo a materialização do voto? Mesma linha de pensamento não é debate, é propaganda!

O segundo, devidamente assinado pelo Eng. Amilcar Brunazo Filho, informava que ele, juntamente com a advogada Maria Aparecida Cortiz, haviam sido indicados para participar do evento. Entretanto, o “administrador eleitoral” disse que  seus representantes só compareceriam se eles fossemos excluídos do "debate".

Nos dois comentários é possível perceber que os autores não concordam que o evento possa ser chamado de “debate”, uma vez que os palestrantes convidados eram, em sua grande maioria, favoráveis ao atual modelo brasileiro de voto eletrônico.

Se a intenção dos comentaristas era prever o futuro, eles acertaram. Após realizado o evento, e diante da reportagem escrita por Elaine Granconato, para o Diário do Grande ABC, percebemos que o “debate” sobre a segurança das urnas eletrônicas não avançou!

Segundo o jornal, a discussão esbarrou na defesa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) de que "as urnas são seguras e o processo, transparente".

Advogados, representantes de partidos, jornalistas e o deputado estadual José Augusto da Silva Ramos (PSDB), de Diadema, questionaram a necessidade imediata de adequação do processo, principalmente com relação à materialização do voto.

O ministro Arnaldo Versiani, relator das resoluções das Eleições 2010, rechaçou a ideia. Segundo ele:

"Somos contrários a um processo de impressão do voto. Aliás, isso só tem sentido se for o início de uma trilha de auditoria".

Em resposta ao ministro, que se irritou com algumas críticas feitas no debate e as classificou como "ácidas", o Deputado Estadual José Augusto rebateu e afirmou que "ácido foi o desprezo dele com nossas conjecturas", referindo-se aos casos de possíveis fraudes nas urnas eletrônicas denunciados pelo País, inclusive em Diadema.

O evento contou também com o pesquisador Clovis Fernandes Torres, integrante do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), um dos responsáveis pela perícia em 5.166 urnas nas eleições de 2006, em Alagoas. Segundo ele, a urna brasileira é inauditável. Ele afirmou:

"Não se consegue provar que houve fraude, mas também não se prova que não houve".

De acordo com o dicionário Aurélio, o termo “debate” é utilizado para indicar um processo de troca de idéias em que se alegam razões pró ou contra, com vistas a uma conclusão.

No caso em questão, nem troca de idéias, nem conclusões. Apenas dúvidas, muitas dúvidas.

Saiba mais sobre o assunto:

1 comentários:

SindLanSP on 20 de outubro de 2010 00:09 disse...

Amigos, eu mesmo poderia modificar a programação das urnas com meu conhecimento, mas a fraude não está nas urnas, e as incansáveis respostas como os testes, servem para desviar a atenção do foco.
Todos dados são registrados no modelo ainda em uso antigo, em disketes, e no modelo mais "moderno" em flash memory, exatamente onde mora o perigo.
è possível verificar a autenticidade dos meios de transporte de dados, sejam disketes, sejam memory flash, porém, o problema não está na peça urna eletronica e sim nos totalizadores, e estes nunca foram testados, na verdade cabe aos partidos manter fiscais para isso na apuração, existe até tabela de preço para o "Clube do Bolinha", um milhão e meio foi o preço deste ano.
Portanto o problema é muito maior que a eletrônica da urna eletrônica, e sim a corrupção humana.
Como resolver isso????
Fazendo o que nunca os políticos deixaram fazer, basta o voto deixar de ser nominalmente secreto.
Sem voto secreto, seu visinho teria vergonha de votar no Tiririca por brincadeira, e a esposa do candidato não poderia votar no amante.
E se o sistema for eletronico, é mais rápido, economiza papel , mais ecológico, e melhor, todos poderiam acompanhar o BigBrother eleitoral de casa, e as eleições se tornariam até interessantes, e os Coroneis sucumbiriam.
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O Problema é que o brasileiro que reclama dos políticos, é o mesmo que fura fila, passa o farol vermelho e não devolve o troco se receber a mais.
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A mudança vem de baixo para cima.
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Os políticos que estão aí não nasceram nos predios do governo, nem invadiram o país de discos voadores.
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Ernesto Neto 1406 mais de 12 mil votos conferidos nas fitas das poucas seções eleitorais onde eu tinha fiscais da campanha e com 612 votos apenas computados pelo Tribunal Eleitoral.

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