31 de outubro de 2012

Voto de urna eletrônica da próxima eleição terá que ser impresso

BRASÍLIA- A comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara está debatendo proposta que revoga a obrigatoriedade de impressão do voto a partir das eleições de 2014.
A volta do voto impresso é tema de proposta já aprovada no Senado Federal e que agora está sendo analisada na Câmara dos Deputados.
Os deputados chegaram a realizar, em maio, audiência pública sobre o tema. O projeto está na CCJ e, em seguida, segue para votação no plenário da Câmara.
O relator da proposta, deputado Vieira da Cunha (PDT-RS) acredita que em vez de revogar o voto impresso, basta suprimir dois parágrafos (§ 2° E §5°) da Lei, que segundo alguns especialistas, poderiam permitir a identificação do eleitor.
“Penso que se nós agirmos assim, nós estaremos equilibrando a preocupação daqueles que, com razão, estão defendendo o princípio do sigilo do voto com aqueles que, como nós que queremos também garantir a segurança da urna eletrônica , ou seja, que o eleitor possa verificar materialmente seu voto e que possa haver, por amostragem, a conferência daquilo que está na urna eletrônica com aquilo que o voto impresso garante", disse.
O Supremo Tribunal Federal suspendeu o voto impresso em resposta a uma ação direta de institucionalidade proposta pela Procuradoria Geral da República.
A decisão, no entanto, não é definitiva, mesmo sem voto impresso, um teste promovido pelo próprio TSE demonstrou a fragilidade da atual urna eletrônica.
O projeto que revoga a impressão do voto a partir de 2014 será analisado pela CCJ e deve ser votado em plenário ainda este ano.


Um grupo de técnicos da Universidade de Brasília (UNB) quebrou a segurança de uma urna em apenas uma hora e identificou como votou cada eleitor, em uma simulação.
Os testes foram organizados pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral. A equipe da UnB conseguiu mostrar que, com algum tempo, é possível descobrir a sequência em que os votos foram inseridos no equipamento.
O grupo, composto dos especialistas do Centro de informática da universidade, Marcelo Karam, Filipe Scarel, Diego Aranha e André de Miranda, conseguiu descobrir a ordem cronológica de 474 dos 475 votos inseridos na simulação de votação.
De posse dessa sequência, seria possível assimilar um nome a cada voto se eles tivessem acesso à lista de eleitores que votou na urna, quebrando assim o sigilo completo.
Com informações da Agência Câmara

Fonte: Agência Congresso

7 comentários:

Anônimo disse...

seria realmente mais seguro ja que nao sabemos com quem estamos lidando.So que de certa forma os corruptos inventariam msm assim algum jeito de fazer uma fraude e assim tentar enganar ao povo e as autoridades para se ganhar uma eleiçao,o povo precisa acordar e botar esses corruptos para fora do poder como muitos deles estao....

Anônimo disse...

A Proconsult na eleição de Brizola no Rio, a parada das transmissões de votos de Minas na eleição que deu Collor e Lula para o segundo turno e outras mais eu ainda não confio na honestidade de nossas autoridades e as urnas eletrônicas deixa sepultada a sorte da população em possíveis fraudes. A impressão dos votos marcará a evidência do voto mas não deixará a certeza que não haverá fraude.

Anônimo disse...

Em pleno século XXI (vinte e um) é utilizado um equipamento sem nenhuma confiabilidade. Pessoas entram nos sistemas super protegidos da Naza, Pentágono, governos e etc. como se pode confiar numa pequena máquina que quando descarrega os dados ninguém sabe qual foi o resultado final. Se compramos alguma coisa temos a nota para comprovar a aquisição e os impostos pagos e no destino do País não sabemos o que foi computado.

Anônimo disse...

tem que mudar esse sistema de votação,ele não é seguro o voto correto é o impresso tem como o eleitor eo candidato saber se o voto foi de fato e verdade para o candidato pra quem ele votou;Eu sou a favor da mudança.

Alberto Lopes on 7 de novembro de 2012 16:02 disse...

É imperativo a necessidade de uma mudança radical na política Brasileira.
O único resultado que colhemos após as eleições é a certeza latente de que estamos alimentando mais e mais a corrupção em nosso País.
A culpa meus caros amigos, é toda nossa. Enquanto não mostrarmos o nosso verdadeiro valor e poder, estaremos apenas assistindo isso se repetir e ampliar cada vez mais.
Não confio nessa urna eletrônica. Sei que fraudes existem em tudo e todo lugar, mas é possível diminuir consideravelmente sua incidência com inteligencia.
Mas aeh é aquela velha história, SÓ DEPENDE DE NÓS!!!

Anônimo disse...

claro claro, dai fica os olheiros malandrões vendo se vc votou em quem comprou seu voto, ou ameaçou.

Anônimo disse...

Se você acha que a tecnologia vai resolver todos os seus problemas, você não conhece o problema, e muito menos a tecnologia. Temos que fechar o cerco e procurar dificultar a vida dos desonestos. O voto impresso não elimina a fraude, mas dificulta sua prática. E é isso, temos que nos cercar de certezas para colher as quase verdades! (Sylvio Montenegro)

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